História Sonhos de Francisco

Em Minas Gerais, na simples chácara Pé do Morro, morava um menino chamado Francisco. Ele era corajoso e gostava muito de aventuras. Numa manhã de domingo, ele disse à sua Mãe:

– Hoje terei uma especial aventura!

 – Que aventura especial é esta? – Perguntou a mãe curiosa.

– É uma aventura na natureza!

 – Sorriu o menino todo feliz já imaginando sua viagem.

Francisco preparou seu cavalo, o Galope, e foi buscar sua amiga Maria, que morava na fazenda Tia Nina.

Em Seguida, eles foram buscar seu amigo Zezinho, um menino muito preguiçoso que morava na fazenda Sossego.

-Zé, bom dia! – Gritaram os amigos.

    Ele não tinha acordado ainda e resmungou: – Uai, quem me acorda tão cedo?-Vamos passear menino! Larga de preguiça! – Afirmou o amigo.

Zé pegou seu lanchinho, um pedaço de queijo e alguns biscoitos de nata, e foi despedindo dos seus animais, bem devagarzinho:

 – Tchau Mimosa! – a vaca leiteira.

 – Tchau leitão! – o porco de estimação.

 – Diaa botadeira! – a galinha da família.

Ao chegarem à montanha, os aventureiros conheceram uma Coruja, a Sofia. Eles então contaram do sonho de fazer uma grande viagem. 

– Uruuuu! – A sábia árvore gosta de contar histórias de viagens! – Disse Sofia empolgada.

Depois cutucou a árvore dizendo:

– Conta seus causos, Sra. Jequetibá! 

E a Árvore, balançando os galhos e dando um largo sorriso, iniciou as histórias dos tropeiros pelo Vale do Paraíba.

Saindo de Minas, os amigos entraram numa Floresta Fechada, a Mata Atlântica. Neste instante, escutaram um barulho.

– Pega Tião! Pega Tião! – Gritou Zé ao seu cachorro, pensando que era uma onça.

Logo viram que era um pássaro, com o bico grande e colorido. Francisco explicou que era um Tucano.

– Olá viajantes! – Disse o pássaro mexendo seu bico longo.

 

Na bela montanha, a Serra da Mantiqueira, os amigos pararam numa cachoeira para descansar. Neste momento, perceberam que um Macaquinho, esperto, sapeca, estava pegando seus lanches.

Ele pulava de galho em galho, de cipó em cipó, e disse:

– Uh, Uh! Olá viajantes! – Meu nome é Mico.

    Já era noite, os mineiros decidiram dormir numa grande fazenda de café. Eles trocaram alguns ouros por café e por alimentos. Manuel, o fazendeiro, contou suas histórias de caçador e das festas caipiras da região. 

 Ao amanhecer,

 Maria escutou muito barulho na janela do quarto. Encantada, ela viu algumas Maritacas voando no céu e pousando nas árvores próximas a fazenda.

– Que lindas! São tagarelas e românticas! – Suspirou Maria.

     Francisco preparava o Galope para continuar a viagem, quando, de repente, viu no celeiro um pequeno bicho. Tinha casca grossa e rosto pequeno.

Ele aproximou-se do animal, mas logo ele correu e fugiu por um buraco na terra.

– Eita bichinho esperto! – Disse Francisco ao perceber que era um tatu. 

 

Zé, todo preguiçoso, levantou-se mais tarde, e logo viu a mesa da fazenda com muitos queijos, café fresco, lingüiça frita e muitos produtos de milho, como Fubá e pamonha. Todo cheio de alegria declarou:

– Depois deste cafezão, estou pronto para duas viagens!

Os mineiros atravessaram um grande rio, o Rio Paraíba do Sul, com um pequeno barco de pescador.

Neste instante, viram uma ave com pernas finas, com um bico curvado e com penas brancas, era a Garça.

 O mesmo nome dado ao pequeno barco do pescador: Garça Branca.

Novamente, encontraram outra Serra, a Serra do Mar. Os amigos viram um bicho pendurado na árvore, que se movia devagar e tinha unhas grandes.

– Que bicho preguiçoso! – Disse Zezinho curioso.

– Parece alguém?… É o famoso bicho preguiça! – cutucou Maria ao amigo.

     Logo depois, viram também um tamanduá. Tinha um nariz grande e comprido. Mexia seu rabo bem peludo para um lado e para o outro.

– Oulá! Viajantes! – Disse o animal com sua boca pequena.

    Com a belíssima vista do Litoral, na descida da Serra, viram a misteriosa onça Jaguatirica na mata.

Tinha olhos castanhos, uma pele dourada e com manchas pretas por todo corpo. Todos ficaram parados e trêmulos.  Não se ouvia nada. Só observaram à felina passar por eles e sumir na mata!

Tudo ficou marcado na memória dos viajantes.

Ao ouvir as histórias da árvore, Francisco propôs aos amigos:

– Vamos conhecer o Vale do Paraíba?

– Vamo sim, Uai! Quero experimentar todas as comidas da região! – Concluiu Zezinho animado.

– Zé, você só pensa em comida?! – Advertiu Maria.

– Oh trem bom sô! Tem coisa melhor! – Respondeu Zé mexendo a barriga.

Despedindo da velha árvore e da coruja Sofia, os amigos tornaram-se grandes defensores do meio ambiente.